Wednesday, September 21, 2011

21 de Setembro de 2002

Há 9 anos,

este era o bolo mais bonito do Mundo.




E não, não fui eu a fazê-lo!


(ainda foi na fase pré "baking obsession"...)

Tuesday, September 13, 2011

Freedom

Um maravilhoso jantar de amigas, num dos excelentes restaurantes que a Cidade do Porto tem, para celebrar a libertação de tudo o que nos separa da felicidade.

E não podia deixar de ter um bolo a condizer, doce ilustração da razão que nos reunia nesta noite que me soube tão bem.





Seja um emprego, um relacionamento, uma doença, ou um objecto.
Seja o que fôr.
Libertemo-nos do que nos impede de sermos felizes.

Wednesday, September 7, 2011

Cricut Cake

Há já algum tempo que queria falar sobre esta descoberta tecnológica absolutamente revolucionária e que é a Cricut Cake. Chegou o momento de falar sobre ela.
No Domingo passado estive em Óbidos, no Cake Alive, a fazer a demonstração da máquina no stand da Decor Doce (empresa que a distribui em Portugal) e percebi, pela reacção das pessoas, que não sou a única a achar que a máquina é realmente fantástica.
A Cricut é uma plotter de corte especificamente concebida para fins alimentares. Corta pasta de açucar, folhas de açucar, pasta de chocolate, massa de biscoitos, etc etc. Só não tira cafés.



Já tenho a minha há mais de 1 ano e confesso-me completamente dependente dela. Quase todos os bolos que faço têm qualquer elemento cortado na Cricut.





Este bolo, que esteve na demonstração do cake alive, foi quase todo feito com a ajuda da Cricut. Todos os elementos do padrão a preto, a pequena moldura, o monograma e as pétalas da rosa no topo foram cortados com a Cricut em pasta de açucar.
Funciona com cartuchos (cartridges) que têm desenhos giríssimos prontos a cortar. Há uma infinidade de cartuchos com temas variados, mas também existe a possibilidade de cortar a partir de um sotware que se instala no computador.

Edição:
Brevemente workshops Cricut Cake em Lisboa e no Porto. Fique atento à divulgação de datas e locais na página do Facebook
www.facebook.com/SweetDesignPt

Thursday, September 1, 2011

Workshop Cake Design - Mundo Escolar


A Sweet Design e a Loja Mundo Escolar em Vila Nova de Gaia iniciaram uma parceria de formação em cake design. Estão previstos uma serie de workshops de temas diversos e para níveis diferentes de conhecimento e experiência em cake design.
O primeiro workshop é ja no dia no dia 10 de Setembro, de formação inicial.
Os workshops serão realizados em bolo verdadeiro e não em rodelas de esferovite, pois acreditamos que esta é a única maneira de ensinar aquilo que realmente interessa na decoração de um bolo, prevendo os erros que habitualmente acontecem e que muitas vezes comprometem o aspecto e o sabor final do bolo.
Apareça, vai valer a pena.

Mais informações em info@sweetdesign.pt

Tuesday, August 23, 2011

Cupcakes: a obsessão da pastelaria moderna

Reparei no outro dia que um anúncio de tv mostra uma avó, com ar de avó, a ensinar uma neta a fazer cupcakes. Pensei: não faz sentido. As avós - pelo menos as portuguesas - não fazem nem nunca fizeram cupcakes. Não que não façam outras coisas maravilhosas, como queijadinhas de cenoura e pastéis de feijão cuja qualidade alimentar e apelo salivativo nunca me atreveria sequer a pôr em causa. É a pastelaria tradicional portuguesa que eu adoro e que há-de ter sempre o seu lugar cativo nas montras das confeitarias nacionais que nos fazem ougar, como se diz cá em cima.

A história dos cupcakes é outra. É a guerra - salvo seja - entre a função e a estética, o exterior e o interior, a forma e o conteúdo. Os americanos não parecem preocupar-se com essa dupla faceta do cupcake já que, pelos relatos que leio, lamber buttercream azul turquesa é pare eles um prazer tão grande como para nós lamber morangos com natas.

O problema é que a maior parte dos cremes de que gostamos não têm nem a consistência nem a resistência perfeitas de um puro buttercream (ou creme de manteiga) americano para fazer aquele maravilhoso e inigualável redemoinho no topo.

Assim, há algum tempo que sigo esta busca incansável pelo cupcake luso, que agrade ao tuga por fora e por dentro.



Estes cupcakes foram para o baptizado do pequenino João.


Comecei por fazer as bases e os topos em papel.






Depois, uma bela fornada de queques de noz.

nham.



E agora, os bons dos queques, nas belas das bases.




Depois fiz um creme de noz, usando a base da receita de creme de manteiga, mas com uma percentagem considerável de nozes moídas.

Claro que a noz moída conferiu a este creme alguma granulosidade, que não previ, e usei o bico de pasteleiro errado. Deveria ter usado um redondo, liso, em vez de um estriado. Entupiu com a noz, claro, mas segui em frente, com pouco creme em cima do cupcake para não assustar o començal, sobretudo porque estamos em agosto (atípico, mas ainda agosto). Ficou, portanto, um topo de creme muito mais modesto do que o típico redemoinho de que falei acima.








E, por fim, os topos.




detalhe





Bons e bonitos.


Friday, July 29, 2011

Update

A falta de posts neste blog só tem uma razão:
Muito trabalho.
Trabalho, trabalho, trabalho.
No princípio de Junho, a propósito do Dia Mundial da Criança, fiz este circo, que até teve direito publicação no nº 4 da revista "Faça fácil cake design":




Para esclarecer o leitor atento, o elefante e o leão estavam em plena performance circense no momento em que a foto da revista foi tirada, e por isso não puderam vir à entrada do circo fazer pose :)
E claro que este bolo pedia uns pirulitos para fazer pandan:



Junho é o mês da folia e a vida não teria a mesma graça se não fosse o São João do Porto, claro está.
Bibó Porto!
Bibó São João!
Olhó Manjerico!



A noite de S. João é sagrada para nós. Passamo-la há anos na casa de uma amiga com um grupo de bons amigos. Esse grupo tem vindo a crescer, naturalmente, com crianças a nascer todos os anos. Este ano tinhamos duas pré-mamãs de primeira viagem que passaram a noite a caipirágua.

Entendeu-se que a noite de S. João era o momento ideal para revelar ao mundo o sexo das crianças que aí vêm. Como?
Com bolo, claro. What else?

Os americanos fazem isto muito a sério: pedem ao médico para escrever num papel se é menino ou menina e fechar o envelope que segue directamente para a mão do pasteleiro. O artista recheia o bolo com creme azul ou rosa, consoante o caso, a família faz uma grande festa e em conjunto cortam o bolo ansiosos por saber o que o recheio tem para lhes dizer...Só mesmo na América.
Tudo é motivo para festa, tudo é desculpa para comer bolo, vamos lá a isso então.
No nosso caso a revelação era apenas para os amigos, os pais já sabiam, claro.

Recebi a informação top secret dias antes. 2 meninos. Guardei segredo, nem ao marido disse. Claro que os meus filhos viram-me a bater creme azul e tive que os fazer prometer que não diriam nada sobre a cor do bolo. "mas posso dizer que é castanho, não posso?" O bolo era de chocolate... "sim, isso podes, desde que não digas mais nada..." Eu levo estas coisas muito a sério.
Já na festa, as mamãs posaram para a fotografia com os bolinhos na mão.

Estavam lindas.

De repente, um movimento mais brusco e um dos bolos desliza da base e vai aterrar redondo no chão. Só me lembro de voar num arco perfeito, de braços abertos, e de aterrar sobre o bolo, protegendo-o como protegeria os meus filhos num tremor de terra.
Não seria assim, com um bolo todo esborrachado no chão e o creme azul todo espalhado no soalho que se iria saber que um dos bebés era menino. Não.
Deixei-me ficar enquanto pensava numa solução.
olhei. afinal não se tinha esborrachado. Via-se o creme azul, mas nada que um jeitinho de pasteleira não resolvesse. Recompus-me, segurei cuidadosamente o bolo e coloquei-o sobre a mesa (o que não mata engorda, sempre ouvi dizer) perante o olhar incrédulo dos presentes, que claramente acham que estou a endoidecer desde que comecei a fazer bolos.

Cortaram-se os bolos, um de cada vez, com muita festa e muitas palmas.

Algumas caipirinhas depois, fiquei a saber que a grande maioria das pessoas já sabia que eram meninos.

Bah.

Muito mais se fez em Junho e em Julho. A seu tempo publicarei, que este post já está longo.
E porque estamos quase a 1 de Agosto, esse dia mítico de viagem rumo ao Sul, deixo-vos os meus votos de boas férias e merecido descanso!

Wednesday, May 18, 2011

Dia Internacional dos Museus

Ele deixava-se ficar mais tempo em casa do avô, que morava junto ao Parque da Cidade, para depois poder regressar sozinho de eléctrico, Avenida da Boavista acima, com a cabeça de fora da janela, a levar com o vento.

Eu, com o passe da Carris orgulhosamente pendurado ao pescoço, apanhava o eléctrico na Cruz Quebrada com destino a Algés e combinava com a minha mãe fingirmo-nos desconhecidas durante a viagem, para que eu experimentasse a emocionante sensação de viajar sozinha, preparada que me sentia, do alto dos meus 9 anos, para enfrentar qualquer eventualidade.

Ele, quando podia, fazia toda a viagem ao lado do condutor, observando atento os vigorosos e amplos movimentos do enorme volante e do sonoro travão. Talvez sonhasse com o dia em que também ele pudesse vir a conduzir os eléctricos dos STCP.

Eu, no regresso das aulas, aprendia com os outros a arte de saltar do eléctrico em andamento, correndo no vazio tipo Tom Sawyer, até que os pés atingissem o chão, na maior parte das vezes seguidos dos joelhos e de um grande trambolhão.

Ele diz que mais tarde chegou a fazer passeios românticos de eléctrico, embalados pelo som esforçado do motor, que ainda hoje ele imita tão bem.

Eu, quando chegou a idade de fazer passeios românticos, já vivia em Braga, Cidade que tem muitos encantos, mas que não tem eléctricos.

Eu e ele já levámos os filhos a fazer um passeio de eléctrico, e partilhámos, entusiasmados, as memórias de quando os eléctricos faziam verdadeiramente parte do nosso dia-a-dia, de quando eram mais do que circuitos turísticos e peças de museu.



Este eléctrico chamado desejo de bolo de chocolate, foi hoje adoçar a boca de um grupo de crianças que visitou o Museu do carro Eléctrico, porque hoje é o Dia Internacional dos Museus.

Para quem ficou saudoso depois de ler este post, sugiro uma visita à galeria de fotografias que o site Museu do Carro Eléctrico disponibiliza online aqui.